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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

MACUNAIMA


IDA  VICENZIA
(Da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT)
(Especial)
MACUNAÍMA
     Eis que Veronica Stigger  de “Cabaret Demencial”, e Bia Lessa, de “P.I. – Panorâmica Insana”  uniram-se e criaram essa rapsódia, envolvidas por cenarios e figurinos que nos levam a tempos nunca vividos. É um novo/velho “Macunaíma" que se descortina, um  Imperador do Mato-Virgem mais preciso que já nos foi dado ver. E assim, entre músicas e cenários fantásticos, podemos desfrutar dessa “rapsódia brasileira” criada por Mario de Andrade, em 1928.
     Temos certeza que o público de teatro nunca a viu assim tão completa, como o espetáculo criado por Bia Lessa, para a Companhia Barca dos Corações Partidos. A Cia. já carrega em seu currículo outros sucessos e podemos dizer, sem temor de sermos iconoclastas, que Antunes Filho, em comparação com a atual montagem de Bia Lessa, nos deu apenas uma visão (criativa), dos encontros e desencontros de Macunaíma com Ci, a Mãe do Mato - que acabou virando estrela - e outros personagens que nos encantam, neste espetáculo tão brasileiro.  
     A nova versão a que assistimos é a mais completa, com mais detalhes e com muita pimenta, mais “fogo da urtiga”, como diz o autor, a respeito dos exageros sexuais da sua historia. E tudo gira em torno da lembrança de Ci, a Mãe do Mato, que deixou Macunaíma para virar estrela, e o herói passou a viver sob sua proteção, com o Muiraquitã por Ci regalado, antes de ela virar a Estrela Beta, do Centauro...
     Bem, na versão de Bia Lessa há uma “volúpia da cena”, onde os arroubos sem censura dos habitantes da mata envolvem a plateia. Tal volúpia mostra corpos nus, cenas eróticas e a liberdade sexual que imaginamos existir entre os “povos da floresta”. A narrativa de Bia Lessa (e o olhar de Stigger, em sua adaptação do livro para a cena), são o quase insuportável encontro do fálico com a dor. (Quem leu “Gran Cabaret Demencial” de Veronica Stigger sabe a que ponto pode chegar a cena). Estas duas artistas, Bia Lessa principalmente, criaram uma nova versão teatral de Macunaíma que ultrapassa a imaginação de Mario de Andrade (no caso, mais atento aos “causos” populares do nosso Brasil), apresentando cenas em detalhes que não foram articulados por Antunes Filho, embora Mario de Andrade os tenha criado. Neste sentido. o espetáculo combina a música com a fala dos personagens, o que o transforma em uma ópera rústica. Em 1978, quando Antunes fez a sua (e de Jacques Thiériot) adaptação para o palco do nosso “herói sem nenhum caráter”, podemos dizer que sua visão era mais poética!
     Imaginamos que a montagem de Bia Lessa não deixa escapar nada da versão (e adaptação do texto), feita por Stigger, e levada à cena pela Cia. Barca dos Corações Partidos. Inesquecível a cena dos músicos invadindo o espaço cênico e levando os três irmãos, Macunaíma, Jiguê e Manaape, de roldão, passando, literalmente,  por cima dos três e mostrando do que é capaz a "mata São Paulo"! E assim foram os irmãos apresentados à vida urbana selvagem. Os músicos que os recebem na pauliceia estão com figurinos de gala que irão usar quando se apresentarem no teatro da cidade civilizada: as mulheres de 'longo preto' e os homens de 'smoking'! O final do Primeiro Ato (são dois Atos), é aplaudido com “Bravo!”, pela plateia encantada. O Segundo Ato, construído pelas duas artistas, é bem mais complicado...  
     Temos uma dúvida: a personagem da mãe de Macunaíma, interpretado pela índia Zahy Guajajara, fala um idioma indígena, ou é dublada? Ficamos alucinadas com a perfeição da sua fala. No elenco temos também algumas atrizes: Laura Rhodes, Lívia Feltre, Sofia Teixeira, que fizeram teste para os personagens femininos,  muito belos. O elenco masculino, que trabalha há mais tempo na Companhia, contou, entre outros, com a presença de Renato Luciano, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, e os diretores musicais Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, entre outros. 


    Na criação do espetáculo tivemos a Assessoria Teórica de Flora Sussekind e a colaboração de Silviano Santiago e Marilia Martins, entre outros. A ficha técnica é interminável, e de primeira grandeza. Andréa Alves é a Produtora da Companhia. Mário de Andrade, por sua vez, o criador dessa historia de tanto talento,  contou com as lendas e mitos dos índios taulipang, arecuná e macuchi, recolhidos pelo etnólogo Koch-Grünberg, em 1924.    


   O SEGUNDO ATO DE MACUNAIMA É O ENCONTRO DO HERÓI COM O TERRÍVEL VENCESLAU  PIETRO  PIETRA, O GIGANTE PIAIMÃ, COMEDOR DE GENTE! ELE POSSUI O MUIRAQUITÃ!         


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Elenco de Macunaíma (Foto Divulgação).     

...E assim se deu que os três irmãos deixaram a foz do rio Negro e a consciência, na Ilha de Marapatá. Quando voltaram... foi. Bem, só vendo a versão final da peça de Bia Lessa!
Eis mais algumas informações sobre a ficha técnica:
Assistente de Direção: Pedro Henrique Müller e Daniel Passi. Assistente de Direção Musical Pedro Aune. Os adereços (artesanais), de Sylvie Leblanc, Maíra Himmestein e Bia Robato.  Efeitos de luz de Paulo e Roberto Pederneiras. Audio-colagens e intervenções sonoras de Alfredo Del Penho e Beto Lemos. Participação adicional do grupo musical O Grivo. (Cacá Carvalho como inspiração para revisitar a obra). Ditos do fabulário popular coletados por Mario de Andrade e destacados (sua razão de ser), na adaptação e direção de Bia Lessa. Nesta adaptação temos a versão completa da obra de Mario de Andrade, com o famoso refrão: MUITA SAÚVA E POUCA SAÚDE OS MALES DO BRASIL SÃO!  (É bom ver bom teatro!)

sábado, 19 de outubro de 2019

ANTONIO ABUJAMRA "CALENDÁRIO DE PEDRA"



abujamra
LANÇAMENTO DA BIOGRAFIA DE ANTONIO  ABUJAMRA

"CALENDÁRIO DE PEDRA" - DIA 31 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA - 18H

EDIFICIO MARQUÊS DO HERVAL - 185 - SUBSOLO - EM FRENTE AO METRÔ CARIOCA.


OBRIGADO PELA SUA PRESENÇA!

ANTONIO ABUJAMRA MERECE A NOSSA ATENÇÃO E O NOSSO AMOR.

ENCONTRE ABUJAMRA - DIA 31 - NA LIVRARIA LEONARDO DA VINCI ÁS 18H!

domingo, 22 de setembro de 2019

UM POETA AMAZONENSE





IDA VICENZIA - (da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT) (Especial)

 A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e violão
Na foto, o Grupo Gaponga, com Celdo Braga à esquerda, seus músicos e esposa Rosilane. Vemos ainda, na extrema direita da foto, o técnico de som do Grupo, Defson Braga (Shakal). 
(Arquivo Celdo Braga)

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O Grupo se apresentando em Manaus
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Grande espetáculo em viagem pelo Brasil
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Celdo em viagem solo




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João Paulo Ribeiro, Celdo Braga, Sofia Amoedo e Neil Armstrong Jr. 
                                                                   
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O Grupo Gaponga (Fotos Arquivo Celdo Braga)
                                                     
                           OS  POETAS  AMAZÔNICOS ::  CELDO  BRAGA

Vale a pena conhece-los. No caso do poeta Celdo Braga, suas composições cantando a beleza da natureza amazônica, mitos e cuñas, botos e animais selvagens são histórias íntimas de sua terra, mas desconhecidas do pessoal de outros Estados, deste país que passamos a chamar de “Brasil”.

    Mas o poeta Celdo Braga não é daqueles criadores que se resignam a cumprir com um destino imposto pelo acaso do nascimento. Muito cedo ainda ele andou por outros pagos, desbravando rincões perdidos da nossa Terra, indo, em  sua procura, até a PUC (Pontifícia Universidade Católica), do Rio Grande do Sul! Foi lá que se descobriu poeta. Em Benjamin Constant, onde nasceu, Celdo fez o curso de Letras, e se tornou professor. Depois veio o Projeto Rondon, e ele fez uma Licenciatura Curta. Queria saber tudo sobre as Letras. Mas foi no Rio Grande do Sul que acabou fazendo a Licenciatura Plena, com honrarias, formando-se com o primeiro lugar da turma! E admite: “No Rio Grande do Sul descobri o meu talento, e comecei a compor, com saudades de minha terra”.

       E eis que surge o poeta, Doutor em Letras! E Celdo voltou para a sua Benjamin Constant ainda mais poeta! Dessa convivência entre os gaúchos ele conheceu “da montaria o pelego, da lareira o chimarrão”. Deixa estar que o poeta fez um belo verso em homenagem àquela experiência sulina! E vem aí...

                                  “Mate Gaudério”

                              Quando bebo um mate amargo
                              relembro dos velhos pagos
                              onde sorvi tradição
                             
                               Do rancho o eterno aconchego
                               da montaria o pelego,
                               da lareira o chimarrão!
                              
                                Lembro o vento minuano
                                nas coxilhas semeando
                                frio danado de conter

                                 (...) Por isso o mate gaudério
                                  hoje és meu refrigério, refúgio,
                                  e minha oração.
                                  
                                  Sou caboclo e  honro  a terra
                                  Ajuricaba na guerra
                                  serviu-me de inspiração
                                  
                                  Mas eu Sepetiarajú
                                  aprendi a ser Xirú
                                  hoje sou fogo de chão!  
                                         
     E eu, gaúcha, adorei essa sua nova encarnação! Mas nada se compara às suas experiências amazônicas. Quem nunca ouviu os sons que Celdo extrai das folhas, das árvores, do vento, das cuias, da água verde, da floresta na floresta, dos passarinhos, não sabe o que é a Amazônia. Coisa mais linda não há! Às vezes Celdo nos lembra São Francisco de Assis, com seu amor à natureza, ao fogo, "nosso irmão", como canta em "Elementos", com seu parceiro Sérgio Souto: 


                                        Elementos

                              Canto o sussurro do vento
                              o vento me faz lembrar
                              o frágil sopro da vida
                              no ato de respirar


                             Canto o murmúrio das águas
                             porque de água me sei
                             se não cuida-la, em deserto
                             meus sonhos transformarei


                             Canto a beleza do fogo
                             no ardor da transformação
                             na essência dos elementos
                             fogo é luz, nosso irmão


                             Eu canto o canto da terra
                             porque um dia fui pó   
                             e quando eu voltar pra terra
                             meu canto será maior
                          
                             E quando eu voltar pra terra
                             meu canto será maior


                            Músicos:
                            Celdo Braga: Tambor de mola
                            João Paulo Ribeiro: Sino
                             Sofia Amoedo: Sino e voz             



     E assim eles vão cantando essa qualidade de beleza que o Brasil não conhece ...
    
    Mas voltemos a Celdo Braga. Nascido em Benjamin Constant, lá no extremo norte do Estado do Amazonas, quase em outro país. Na década de 70 ele foi fazer Licenciatura Plena, em Letras, lá no Rio Grande do Sul. Quando retornou, não só continuou a ser professor, como reuniu um grupo de músicos, criou grupos, sendo o primeiro o Raízes, dando vazão a uma Coletânea de Trabalho, reunida em 5 anos. As criações foram tantas, que o Grupo, se um dia foi Raízes, depois se transformou em Imbaúba, e hoje é o Gaponga. Neste último, Celdo construiu “uma bagagem de projetos”, definindo o seu caminhar.

     Segundo Celdo, são 38 anos dedicados à arte, e o poeta criou mais de 50 instrumentos, que dariam para formar uma orquestra...! E não parou de excursionar,  convidado para apresentações as mais variadas, no Brasil e no exterior. Excursões com seu grupo, naturalmente.

      Celdo começou o seu aprendizado com os índios, o que o levou a descobertas inéditas! Primeiro experimentou as folhas de palmeira (como tucamã, inajá, e outras). Foram tantos os sons e os instrumentos que Celdo criou! Hoje ele afirma  - e nós testemunhamos - que seu som é transmitido como se uma orquestra estivesse tocando! São cuias, folhas, hastes, flautas criadas de material da floresta. E há Sofia Amoedo, com sua voz afinada, seu instrumento musical! Voz sensível, bonita de se ouvir! E há, desde o início, o fiel escudeiro João Paulo, ao qual Celdo comunica suas ideias e João  as executa. Primeiro foi com o Grupo Raízes e sua música tradicional; depois veio o Imbaúba, com ênfase na parte ambiental, e agora Celdo Braga trabalha com o seu novo Grupo, o Gaponga.

     Estes grupos deixaram lembrança. O Raízes chegou a imprimir 12 CDs e 2 (dois)  LPs – o Imbaúba 5 CDs e agora o Caponga tem na bagagem 3 Projetos e já imprimiu 2 CDs, nestes dois anos de pé na estrada. Eles começaram a se reunir em 2018, e agora já tem agendadas, para 2019, mais de 11 apresentações! O trabalho musical de Celdo Braga não para: são simpósios, seminários, oficinas de construção de instrumentos, cursos sobre a cultura amazônica. Nestes dois anos de vida, O Gaponga já fez 34 apresentações, lançando seu primeiro CD em 2018:  “Sons da Floresta”, uma beleza de som, podemos garantir!

      No grupo Gaponga,  Celdo trabalha com “o som do fruto”. E explica: "No Igapó, quando o rio enche, as árvores desenvolvem seu processo de liberação dos frutos e sementes, como o taquari, a seringueira! A semente cai... e o pescador vai “pescar de caponga”, imitando o som da semente caindo. O peixe se aproxima e cai no anzol".

       Celdo observa: “O nosso grupo, o Gaponga, é a reunião de músicos que pescam com o som”.  

       O grupo possui 5 profissionais apaixonados por música: o poeta Celdo Braga que, além de fazer a letra de algumas músicas, toca flauta doce, cuatro venezuelano, imita o canto dos pássaros da região e reproduz efeitos com sonoridade amazônica. Sofia Amoedo, por sua vez, natural de Terra Santa (Pará), e antiga vocalista do grupo. Ela é professora de canto e vocalista. Toca violão e acompanha os instrumentos criados pelo poeta. E há o já citado João Paulo, amigo percussionista, que possui um ouvido invejável. Ele é natural de Parintins. É um verdadeiro luthier – fabricando os instrumentos  com os quais o grupo se apresenta. É amigo do poeta em seu ofício.  João Paulo toca uma espécie de bateria cabocla com instrumentos de percussão de criação artesanal própria. 

     O grupo tem ainda, como apoio musical, o violonista e guitarrista Neil Armstrong Jr. também de Parintins. E o técnico de som Defson Braga (Shakal), manauara, membro do Gaponga, que acompanha o grupo e atua como técnico de som há vários anos. 

     DEDICAMOS ESTA FALA AO NOSSO PRAZER EM TER CONHECIDO ESTE GRUPO - E DESEJAMOS A TODOS IMENSO SUCESSO EM SUAS ANDANÇAS!                                  
                                   
                      
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E VIVA O AMAZONAS!
(Instrumentos do Grupo Caponga)
 (Arquivo Celdo Braga)














domingo, 15 de setembro de 2019

"FESTIVAL INTERNACIONAL PORTO ALEGRE EM CENA"

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, sentado e textoO psiquiatra Dr. Abujamra, visitante ilustre do nosso stand. Filho de João Abujamra, irmão de Antonio, parentes que se estabeleceram em Porto Alegre. Grata surpresa.
  A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Alexandra Borba, pessoas sorrindo, pessoas em péNa foto à esquerda, outro profissional psi. Abu os atrai! Trata-se de nossa querida atriz e psicóloga Alexandra Borba, que muito nos deu alegria em seu estágio no Rio de Janeiro. Alexandra, talentosa atriz, filmou com a cineasta  Aline Rezende. Que prazer recebê-la no Porto Alegre Em Cena! Boas Leituras do livro do Abu, Alexandra! Você vai gostar. (Fotos J Vargas).


         IDA VICENZIA
         (da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT)                                        
         (Especial)

        FESTIVAL INTERNACIONAL PORTO ALEGRE EM CENA
                                   DIAS  10  A  23   DE  SETEMBRO
                                               -    2019   -
                              26º  FESTIVAL   #OCORPOEMCENA
                                                   PATROCÍNIO
                                        - ENTRE MUITOS OUTROS -
                                                            DA
                                PREFEITURA DE PORTO ALEGRE/RS

     Em setembro, Porto Alegre fica em festa cênica. Entre os dias 10 a 23/09, mais de 33 espetáculos, dos mais variados estilos, além de oficinas e debates – são distribuídos pela cidade, em locais como o Teatro Renascença (Centro Municipal de Cultura, situado na Avenida Érico Veríssimo, um luxo!) ... e teatros como o do SESC; SESI; THEATRO SÃO PEDRO; da PUCRS; CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA; TEATRO DE ARENA; TEATRO DA SANTA CASA...
      São, ao todo, oito teatros recebendo e prestigiando artistas da Bélgica, França, Alemanha, Ucrânia, Uruguai – e vários Estados Brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará, Paraná,  e, claro, Rio Grande do Sul. E há o PRÊMIO BRASKEM EM CENA, para grupos gaúchos – completando - em 2019 - 14 anos de premiações, com apoio do Banco Itaú.  

UM COLOSSO – O PORTO ALEGRE EM CENA!

 E há Reflexões, Workshops, Residências. HÁ O CORPO EM CENA!

PROCURE!  DESFRUTE!  ASSISTA!

      Este ano houve abertura para lançamento de livros sobre o teatro e seus artistas. Sucesso absoluto, no saguão do Centro Municipal de Cultura (CMC). Anteriormente havia somente o lançamento da Revista do Porto Alegre Em Cena, uma bela revista, om a sua Programação. Este ano experimenta-se Escrita Em Cena.  No dia 12 foi o lançamento da Biografia de Antonio Abujamra – CALENDÁRIO DE PEDRA – de autoria da jornalista e escritora gaúcha Ida Vicenzia. Dia 13 – HAMLET SINCRÉTICO;  dia 16  - POVO DA RUA, TEATRO DE GRUPO. 

     E, encerrando os dias do Festival há, todas as noites, a partir das 23h, Sessão Maldita, alternando com os espetáculos do Prêmio BRASKEM. Minha única queixa é com a Internet, que não mandou os e.mails que enviei para ex-colegas de ofício, organizadores de eventos nos anos 80. Continuo afirmando, como Abujamra a respeito da Televisão, em geral, que a Internet ainda é um RASCUNHO.

     Da equipe que me acolheu destaco DUDA CARDOSO, da Coordenação de Programação, seu profissionalismo e sensibilidade para lidar com um visitante. Agradeço, de coração, a linda lembrança do evento, que me foi endereçada! Destaco também o estagiário Miguel Ribeiro, que me salvou da confusão portoalegrense desde o Hotel Everest, em uma providencial Van! A Fernando Zugno, da Coordenação Geral, substituindo Luciano Alabarse, agora Secretario Municipal de Cultura. Lembro os anos que passei exercendo o maravilhoso ofício de jornalista cultural do Correio do Povo de Breno Caldas, e da Zero Hora, nos idos da década de 80 do Século passado!
                           
                                  SÓ PARA NÃO ESQUECER...
 E DAR ÁGUA NA BOCA!!!: - Na abertura do Festival, dia 10 de setembro -  o Theatro São Pedro brindou os felizes participantes (e o público) com a apresentação da banda ucraniana DAKH DAUGHTERS e seu espetáculo: DAKH – DAUGHTERS BAND - FREAK CABARET.  

    Diz-nos a apresentação do programa, que o grupo é: “Composto por seis mulheres que se desdobram tocando mais de quinze instrumentos, além de cantar em diferentes idiomas e dialetos (...) Textos de autores reconhecidos, entre eles o poeta ucraniano Taras Shevchenko e o também poeta (russo) Iosip Brodsky, além de, é claro, Shakespeare e seus poemas (imaginamos), e, para dar maior gosto à rebelião juvenil (imaginamos), Charles Bukowski: o alemão que fugiu para os States! Invenção minha, mas ele escapou de boa, saindo, (verdade que ainda criança, mas dotado de  sobrenome suspeito, para a maluquice hitlerista! Criou-se nos EUA). 

              POR QUE NÃO PODEMOS LEVAR ESTE ESPETÁCULO PARA O RIO DE JANEIRO?
  
                       NÃO PERCAM O PRÓXIMO 
                       PORTO ALEGRE EM CENA!!!                                               

  


terça-feira, 10 de setembro de 2019

"O ANJO DO APOCALIPSE"

"O Anjo do Apocalipse" - Cena Final: Partimos para outro futuro? Ao centro o Anjo Marcello Escorel, As vítimas são Eliakim, o judeu (Daniel Dalcin), e Zahra, a mulher palestina (Juliane Araujo). Texto de Clovis Levi, direção Marcus Alvisi (Foto Pablo Henriques)
O Anjo do Apocalipse - AQ5B2958.jpg  Daniel Dalcin e Clovis Levi.
A Despedida do Público:  Daniel Dalcin, Marcello Escorel e Juliane Araujo. Asas do Anjo: atriz e aderecista Maria Adelia (Foto Pablo Henriques)
O Anjo do Apocalipse - AQ5B2960.jpgO Diretor Marcus Alvisi.

IDA VICENZIA
(da Associação Internacional de Críticos de Teatro - AICT)
(Especial)
IDA VICENZIA
(da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT)
(Especial)

O ANJO DO APOCALIPSE
O Professor Clovis Levi, a quem podemos chamar de o Dramaturgo Clovis Levi, acaba de nos apresentar uma obra prima sobre o início dos tempos, sobre os caminhos da Bíblia, desde o Antigo Testamento até os nossos dias! O texto chama-se “O Anjo do Apocalipse” e mostra como as religiões, que vieram para “religar” os humanos, podem se constituir em um engenho de destruição! Conheçam “O Anjo do Apocalipse” e reconheçam a força da palavra como o nascedouro de todas as desgraças! Para o autor – estremeçam! – tudo começou no Oriente Médio, e tudo vai acabar no Oriente Médio! Mas tudo não é tão simples assim. Este Anjo vai nos dar a conhecer a força do “Deus dos homens”.  
     E Deus existe, afinal?
     Vamos retroceder aos templos bíblicos (e saímos deles?), e tentar entender tudo o que acontece no Teatro Ipanema  quando alguém, com visão, resolve contar a verdadeira saga do Oriente Médio, ONDE TUDO COMEÇOU, E ONDE TUDO VAI ACABAR!
     E vamos falar das três religiões que continuam a comandar o mundo: vamos falar como aconteceu o Judaísmo, o Cristianismo e a Revolução Muçulmana. Que lugar complicado, esse tal de Oriente Médio! Como foi que tudo aconteceu mesmo?
     “O Anjo do Apocalipse”, texto de Clovis Lei, é um estudo aprofundado (e poético) que tem por finalidade nos relatar os caminhos da religião também nos tempos atuais e ocidentais (sim, porque não podemos negar que o Ocidente está metido até o pescoço neste embrulho cósmico!), mas, o que para o Ocidente talvez fosse um estudo sobre as religiões, transformou-se, para Levi, em Teatro, Dramaturgia, Drama!  Diz o autor que o texto surgiu em 2008, e sua intensão era escrever um livro, mas tal não aconteceu, e, o que vemos agora é um texto incisivo, irônico, que se debruça sobre a saga humana, onde a religião é o fator determinante. O que pode acontecer agora é você ir até o Teatro Ipanema (sempre ele, com historias pontuais, como nos tempos de Rubens Correa!), e pensar um pouco sobre o  desvario dos homens neste Planeta Terra, e como tudo isso acabará.
     Tentemos entender agora um pouco do que aconteceu no lendário Teatro Ipanema, nesta estreia de 2019!
     O texto se desloca, e atinge os últimos acontecimentos, os do Século XXI. EUA, RUSSIA, e os povos do Oriente Médio continuam, agora, tão envolvidos como o foram os povos antigos, em milênios passados! O estudo começa com o início dos tempos religiosos (sobre a saga dos Orientais, bem entendido) e mostra-nos como o DEUS, exuberante e bíblico, comanda seus protegidos DESDE SEMPRE: ou seja, desde tempos imemoriais até os nossos dias! Aprendam como se conta essa historia, com Clovis Levi no texto ... e Marcus Alvisi na direção!
     Tempos imemoriais. Tempos do Anjo Guerreiro, o Mensageiro, com sua Espada de Fogo. Ele é o Querubim, o que comanda todas as milícias (interpretado com “carisma e humor” por Marcello Escorel). Como diz seu criador, na peça, Clovis Levi, o ator que vai desenvolver este personagem tem que ser carismático, e o papel foi entregue a Marcello Escorel. O Anjo Guerreiro se apresenta: “...sou o Querubim  mais prestigiado das milícias celestiais, cargo que ocupo há três milhões e meio de anos...”
     Ficamos imaginando, no decorrer da narração de toda essa Historia Celestial, como era poderosa a imaginação dos homens antigos... e como ela permanece poderosa, cada vez mais poderosa! Senão vejamos: O Anjo avisa Abraão, a mando de Deus (e uma voz poderosa se faz ouvir, a voz de Deus, comandando Abrão): “Sai-te da tua terra para a terra que te mostrarei. E far-te-ei uma grande Nação”. (O Querubim observa, com júbilo, as “ênclises” e “mesóclises” com que Deus fala, e acrescenta para o público): “Essa Terra Prometida vocês não tem noção da ma-ra-vi-lha que vai ser”. E Deus continua, com seu vozeirão: “Esta terra, Canaã, onde jorrará leite e mel, mais tarde chamar-se-á Palestina”.... E aí começa o rolo todo que vocês conhecem, que culmina com 1948 e a criação do Estado de Israel, e por aí vai! Só vendo, para crer! NÃO PERCAM!
     Além da prestigiada interpretação do Anjo, de Marcello Escorel, o “Anjo Guerreiro”, temos mais dois atores, que interpretam a mulher palestina Zahra e o judeu Eliakim, em diversos momentos da historia humana daquela região (que reflete a nossa Historia, é claro!), e vai tocar na nossa insensatez eterna! Bravos Zahra (Juliane Araújo) e Eliakim (Daniel Dalcin)! Um elenco tão verdadeiro e competente consegue concretizar o que é lido no (agora) texto teatral de Clovis Levi. Alguém poderia imaginar que este professor tranquilo e acolhedor carregasse dentro de si o Aristóphanes dos tempos modernos?! E que seus personagens, que tudo possuem, matassem e morressem, como diz Zahra, com o ódio que nem ela entende?  “Essa é a minha terra, diz Zahra, e é por ela que eu mato, é por ela que morro.”
     Para resumir a situação, temos um dramaturgo entre nós! Ele possui a bela e terrível compreensão do que está acontecendo, e do que sempre aconteceu, neste mundo que nos cerca. E, no Teatro Ipanema, graças à conjunção de vários fatores, entre eles o acerto do convite a este diretor maravilhoso que é Marcus Alvisi (imaginamos que, sem ele, talvez essa historia não seria contada com tanta precisão), temos profissionais de primeira qualidade transformando o que “pensávamos ser impossível levar à cena”, em um espetáculo simples e fluente, como é a narrativa inacreditável dos primeiros tempos da humanidade. O que vemos no palco se transforma, a todo momento, nas mãos dos magos que são Clovis Levi, Marcus Alvisi, João Dias (e nos perguntávamos como seria colocar a Palestina no Palco!), e Aurélio de Simoni  (essa luz que Deus lhe deu, e que ele considera “bobagem”!)
     Temos ainda a trilha sonora criada por Alvisi e Joel Tavares, assistente de direção. Temos as asas do anjo da atriz e aderecista Maria Adelia e vemos, no final, um sóbrio Querubim Marcello Escorel. Ficamos nos interrogando o porquê de tanta sobriedade, e o Anjo do Apocalipse rememora: “Quando escrevi o Apocalipse, milênios atrás, o que eu via era o número sete. No Oriente Médio sete países acabaram de entrar em guerra. O que se vê, agora, em toda a Terra, é a Cólera de Deus, muito choro e um interminável ranger de dentes”.
     Porém, o Anjo Apocalíptico tem esperança, e conclui:
     “Em algum tempo ainda muito distante, descerá dos céus uma Cidade Nova – uma santificada Jerusalém. Mas, até lá, a voz de harpistas, a voz de violinos, a voz de tocadores de flautas e de clarins, jamais, jamais em ti se ouvirá.” (...)
     Neste texto de Clovis Levi o que ocorre é a constatação da loucura humana, e também a facilidade de fabulação que o ser humano possui. E o autor conclui que, nesta Historia da Santidade, o Vaticano também entra na dança..., e nos leva a pensar, novamente, naqueles tempos de Luxo, Riqueza, Corrupção, INQUISIÇÃO! Tudo igual, em termos de destruição!
     Eis uma peça que nos leva ao raciocínio e à compreensão do desatino que está sendo a nossa passagem por este nosso tão amável Planeta Terra! NÃO  PERCAM  CLOVIS  LEVI. Ele possui várias peças escritas e encenadas, mas o verdadeiro dramaturgo está aqui, com todas as letras, assinando a este nosso “O Anjo do Apocalipse”!                    
Resultado de imagem para Nome do Fotografo de "O Anjo do Apocalipse" - TeatroO Trio de Atores. O Anjo, o Judeu e a Mulher Palestina! Maravilha! (Foto Pablo Henriques)

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

ROMOLA & NIJINSKY




                                 Marina Salomon e Antonio Negreiros em Romola & Nijinsky, 
                                              direção de Regina Miranda (Foto: Luis Cancel) .




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Castelinho - Centro Municipal de Cultura Oduvaldo Vianna Filho, local do espetáculo Romola & Nijinsky, de Regina Miranda com os Atores Bailarinos. 
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Romola de Pulszky  

Regina Miranda, a coreografa/bailarina e diretora que nos deu este belo Romola & Nijinsky. Regina pesquisou nas obras de Romola e no Diario de Nijinsky para fazer a dramaturgia do espetáculo.

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IDA VICENZIA
(da Associação Internacional de Críticos de Teatro - AICT)
(Especial)

ROMOLA  &  NIJINSKY 

Regina Miranda, nossa grande coreógrafa, retorna em plena forma a seus Atores Bailarinos. E lá no Castelinho do Flamengo que se dá este encontro. Regina transformou aquele local na mágica morada de Nijinsky e Romola de Pulszky, o casal inesperado do mundo da dança. Desde que Regina nos ofereceu, no final do segundo milênio, a sua Divina Comedia - uma  narrativa extraordinária em imaginação e poder - trazendo para nós um Dante Alighieri do alto da imponência do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, não tivemos mais a oportunidade de assistir, não em plena inspiração artística, ao encontro deste grupo de Regina Miranda: os Atores Bailarinos!  São quatro artistas, eu diria, interpretando estes dois amantes da arte! Na vida real temos Marina Salomon e Antonio Negreiros nos trazendo de volta o tempo de Nijinhsky e Romola!
     Seis, eu diria! Não podemos esquecer a bela Clarice Gonzallez que representa Lili Kraus, a pianista amiga do casal, e que nos encanta com as interpretações de Ravel, Stravinsky, Schumann, Satie... musa essa que não nos deixa esquecer que também domina o dom da comunicação da atriz. Bem explorado é o momento em que Nijinsky pede à amiga que toque uma música, talvez Eric Satie! ... ou Schumann? A diretora/coreógrafa Regina Miranda é artista permanente, a que cuida dos acontecimentos inesquecíveis!   

     A coreógrafa transformou o moldável Castelinho em um local sofisticado, em um espaço transpirando o bem cuidado século XIX, onde todos falavam  francês, inclusive os russos...  e os aristocratas e artistas se sentiam em casa, em um ambiente acolhedor e culto. E Regina pode trabalhar, assim, com seus parceiros de sonho: Marina Salomon e Antonio Negreiros, que nos levam ao tempo mágico em que a arte era tratada de maneira vital. É interessante notar a adequação dos artistas aos personagens que interpretam. Antonio Negreiros, um gigante em todos os sentidos, foi uma surpresa na noite da estreia (e em  todas as noites), demonstrando possuir a mesma delicadeza de Nijinsky, com seus traços delicados, seu perfil semelhante e a mesma emoção ao revelar seus sentimentos. (Quem escreve neste momento foi pesquisar o que ficou das atuações de Nijinsky, flashes filmados na época). A emoção de Negreiros vai em um crescendo até o final de Nijinsky como bailarino, momento no qual ele admite ser “um louco com bom senso e os nervos treinados”. Nijinsky viveu os altos e baixos da esquizofrenia até sua morte, no início dos anos 50.

     E o que dizer da interpretação de Marina Salomon? Na verdade, a posteridade declara que Nijinsky a amou. Sim, pela dedicação do bailarino percebe-se que ele a amou. Nijinsky chegou a faltar a um espetáculo porque Romola estava doente! É o que dizem os registros, e essa preocupação se chama amor (talvez, um pouco coroada com irresponsabilidade, mas os gênios fazem isso. Talvez ele nem conseguisse dançar, tão preocupado estava? Talvez sua filha Kyra estivesse nascendo?). Marina Salomon, a atriz/bailarina, se entrega totalmente a esta mulher que ama, se apaixona, Romola, e vive o tormento que lhe foi dado para viver. Alguns dizem ainda que tanta loucura que tomou conta dos dois foi em consequência da chegada à Bahia e ao Rio de Janeiro. Eles ficaram enlouquecidos com tanta beleza e sensualidade! Romola já estava  apaixonada por Nijinsky (assim ela conta para sua amiga Lili Kraus, a pianista). Porém Romola era uma mulher forte, e sabia o que iria enfrentar. Pelo menos essa é a impressão que o espetáculo de Regina Miranda deixa encravada em nosso peito: a responsabilidade de Romola de Pulszky, em relação a Nijinsky!

     Marina está inteira, verdadeira, em todos os momentos em que se entrega ao personagem. Ela vive  a emoção da conquista, o reconhecimento do amor compartilhado. Entretanto, há no contexto do espetáculo um Nijinsky  amargo que a assusta, com tanto desespero. Ela diz não ter medo (a foto de Luis R. Cancel monstra um momento de conflito do casal), mas Romola tenta sempre ajudar Nijinsky. Ela o ama.

     As situações de conflito são muito bem resolvidas pelos dois artistas. Como o são também as situações generosas, de gestos afetivos e palavras doces. Há, em certos momentos, o que podemos chamar de “um turbilhão de emoções” entre os dois, às vezes agressivas, outras apaixonadas, e quem sai ganhando é o público!

     Quanto à transformação mágica do “Castelinho do Flamengo”, podemos constatar, caminhando em suas salas, subindo aos inúmeros cômodos, o cuidado com que o espetáculo foi levantado. Há móveis de época na “sala da música”: uma preciosa poltrona estilo Império, salvo engano, com uma harpa desenhada. O piano de cauda, o biombo oriental..! No térreo temos as projeções de cenas de Nijinsky e móveis estilo francês, com seus espelhos e poltroninhas que os acompanham. Grande delicadeza. Coisas de Regina... pois é sua, também, entre outras coisas já citadas, a concepção do cenário!

     Direção de Arte de Raquel Guerreiro, e imagens de vídeo com a série Nijinsky: variações, de Amador Perez. Videografismo (dando vida ao espetáculo) de Inez Torres. Iluminação, a alma que acompanha a cena, é de Paulo Brakarz.  Figurino e alfaiataria são criações de Anna Vic e Luiza Marcier (figurinos). E Macedo Leal assina a alfaiataria. Assistente de Direção Camila Simion. DIREÇÃO: Regina Miranda. O espetáculo estreou dia 8 de agosto de 2019. Vai até 1º de setembro do mesmo ano. NÃO PERCAM!  
É IMPRESSIONANTE A BELEZA DO ENCONTRO DESTES ARTISTAS!
     Para coroar a sua iniciativa Regina decorou o cenário com moveis de época, tapetes de coleção, um piano de cauda com o som mais puro, envolvido em uma iluminação inspiradora. Como podemos constatar, vários fatores se juntaram para proporcionar ao público este caminho em direção ao destino do revolucionário da arte que foi Nijinsky. Regina debruçou-se em uma rigorosa pesquisa no Diário de Nijinsky, nos livros que Romola escreveu a seu respeito, e pode contar esta história do entre-guerras trágico. Sempre, de uma maneira ou de outra, a guerra, longínqua ou presente, atrapalha a Arte, fazendo os artistas sofrerem.      
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Nijinsky e Romola em um castelo semelhante ao nosso!
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"L' après midi d'un faune", de Debussy, primeira coreografia de Nijinsky
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Nijinsky e Serguei Pavlovich Diaghilev, o empresário que destruiu Nijinsky. (Fotos Divulgação).

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Romola e Nijinsky e sua filha Kyra!

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