Páginas

quarta-feira, 13 de julho de 2022

 

              IDA  VICENZIA

( da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT)

(Especial)

O   H O M E M   D O  P L A N E T A   A U S C H W I T Z

Como podemos constatar, a dramaturga Miriam Halfim, com o seu  “O Homem do Planeta Auschwitz”, busca entender o que aconteceu com seu povo naquele momento histórico que está sempre tão presente entre nós...

 - e sua barbárie! Os anos em que enfrentamos as duas guerras mundiais!

Com esse texto Halfim  está desvendando seu passado, e o passado de seu povo! Povo que possui, historicamente, várias interpretações em sua trajetória de vida: escolhido de Deus: um Deus raivoso, do Antigo Testamento, ou um ser supremo benevolente, “admirador” dos profetas de seu povo escolhido?

Nos perguntamos: como aconteceu isso, essa barbárie?  Está garantido que não se repetirá? E é, através dessas perguntas, que a autora desenvolve seu pensamento. Muitos têm medo de acompanhá-la (daí o pouco público na plateia da Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro?) – acompanhá-la, e à sua narrativa.

Mas a cada mudança histórica devemos estar bem atentos aos novos (novos?!)  acontecimentos. E estamos novamente em uma mudança histórica, nos dias que correm, em um novo “ciclo civilizatório”. Saberemos responder ao seu chamado, saberemos evoluir?

A evolução que os tempos atuais procuram é a Humanização da sociedade - mas as passagens históricas mostram o seu poder, e não é possível ignorá-la...

...  e o capitalismo continua querendo nos aprisionar, dessa vez com as novas  condições sócio econômicas que o novo Milênio apresenta.

Mas a pergunta continua: o que tornou possível a Adolph Hitler inaugurar a catástrofe nazista? o que a fez aflorar?

Podemos dizer – com muito medo de errar... – que foi o RESSENTIMENTO que levou os humanos a este estado de barbárie? Sim...! de certa forma, sim! O espetáculo a que fomos assistir nos leva a tal conclusão. Senão vejamos:

Estamos na Primeira Guerra Mundial (1914/ 1918...) e nos deparamos com o Mal sendo imposto, em 1919, à Alemanha derrotada, o que seria, para aquele povo orgulhoso, a mais aviltante das derrotas: o Tratado de Versalhes e a rendição da Germânia – sua ideologia e raça - Áustria e Polônia incluídas. Mas algo continuou palpitante, sob a destruição daquele povo que se achava o escolhido.

E é surpreendente, para um Humanista, ver nascer o nazismo na civilizada Áustria, um país aonde nasceu  Adolph Hitler, e um país que era considerado o Centro da Cultura europeia! A Áustria dos grandes compositores, dos grandes poetas, gerou Adolph Hitler!  

O que aconteceu depois explica o “ressentimento”.

Pois aquele jovem austríaco  teve a ambição de ser um grande artista plástico (talento não lhe faltava), mas foi preterido por  “implicações sociais”. A sociedade humana acaba criando constrangimentos que trazem na sua raiz o ressentimento. E o jogo dos poderosos se estabelece, e ninguém consegue explicar como tudo aconteceu. Será?

O texto ao qual nos referimos agora, “O Homem do Planeta Auschwitz”,  se propõe a rever como tudo começou, e a levar o público a pensar em uma possível reedição do mesmo erro. Esse é o texto em que autor, diretor e elenco devem (e conseguem!)  transformar os acontecimentos do início do século XX, em um motivo de reflexão... para os que vieram depois do Holocausto!

Sim. O que vamos falar é sobre o Holocausto, e como ele pode ressurgir novamente, a qualquer momento! O público, esse complemento indispensável para que o teatro se realize, tem medo que o passado volte a acontecer.   

Mas é justamente para entender o passado, e para que ele não se repita, que a filósofa alemã (judia) Hanna Arendt (interpretada por Susanna Kruger) utiliza seu verbo desafiador para que o passado não seja esquecido, e é justamente isso o que o escritor polonês Yehiel De-Nur (interpretado por Mario Borges) enfatiza, em seu horror - o desejo de esquecer a força que destroçou o seu mundo!

Essa peça envolve-se em um embate entre o racional e o emocional, enriquecendo o texto e a atuação dos atores. Neste jogo teatral, o “juer” do diretor Ary Coslov, com seus dois atores, resulta em um desenvolvimento exemplar da verdade!

Mário Borges interpreta, com forte emoção, o escritor judeu que teve sua família exterminada em Auschwitz. Ele é o “sobrevivente” - “o homem do Planeta Auschwitz”  e traz em sua interpretação a emoção que tal horror desencadeia!

Por outro lado, a corajosa filósofa judia alemã Hanna Arendt (Susanna Kruger), impõe, com seu raciocínio, a compreensão do que aconteceu naqueles tempos irracionais. Sua reflexão sobre a banalidade do mal tornou-se um ponto de reflexão, em nossos dias. Com seu claro raciocínio, Hanna desperta, para o público, o momento irracional do inferno nazista, e destaca, com emoção, para a necessidade imperiosa  que tal acontecimento não se reproduza, que se torne algo inaceitável – terrível - em nossos dias.

É quando, no final da peça, a atriz Susanna Kruger se aproxima da boca de cena e faz um sinal para que a cabine de luz ilumine a plateia... e coloca, com sua fala, o que vivemos hoje (fica subentendido que se trata do Brasil). Essa fala se torna uma resposta viva sobre os acontecimentos, e a finalidade do espetáculo!

Com esse fecho o diretor e a autora dão a dimensão do pensamento desenvolvido durante o espetáculo!

A atriz, com o seu gesto, parece estar dizendo: “Não deixemos que a barbárie se estabeleça entre nós, que retorne, que tome conta de nossa sociedade, de nossas vidas!”

... e o espetáculo se repõe, em toda a sua verdade!

Essa cena – e muitas outras  – devem ser presenciadas pelos amantes do teatro!

NÃO PERCAM!

Sim, essas reflexões representam  a luta entre duas forças poderosas: o bem e o mal. E verificamos que devemos estar atentos para que o bem  triunfe sobre  o mal – pois este último  espalha o desespero vivido em nossos dias.

Os dois protagonistas (Borges e Kruger) tentam compreender, desesperadamente, os acontecimentos que levaram ao quase extermínio de um povo. Tal reflexão não impede que essas forças do mal continuem atuando e provocando maior extermínio. É preciso se colocar, de todas as maneiras: enfrentar o que pode ser o fim da Humanidade!

Para as pessoas que se recusam a assistir a este espetáculo, se recusam a presenciar este episódio dolorido, que se recusam a reviver este episódio dantesco, dizemos que não o devemos esquecer, nunca! Precisamos estar atentos, para que ele não se repita. O medo de se emocionar com as cenas vividas no palco deve ser, ao contrário, o alento e a procura do estar no mundo, do nosso público!

Todos os países estão ameaçados de tal catástrofe, todas as religiões, todos os povos.   

É preciso estar atento!

Sim, precisamos reproduzir os acontecimentos no Planeta Auschwitz – aquele planeta do qual as pessoas só saem “pela fumaça da chaminé” – como diziam os guardas do campo de concentração, fortalecendo a sua vitoria macabra!

Mas como chegamos a esse ponto?

A peça, o texto,  nos leva a presenciar  alguma coisa perigosa, latente, que está entranhada no complexo da alma humana. Repetimos: o ressentimento! E esse sentimento nasce ao se fazer a pessoa se sentir excluída. Eis algo que devemos levar em conta, de maneira muito cuidadosa. Muitos males poderiam ser evitados se as pessoas conhecessem a força do acolhimento, do gesto de acolher.

Este gesto não se adapta ao gesto impensado que desencadeia todas as guerras. Existiria Hitler, se os alemães, e todos os poderosos do mundo, não criassem e fizessem existir essa ideia da superioridade ariana, dos “arianos puros” que tentaram excluir do mundo dos vivos grande parcela da Humanidade?

Existiria Hitler, se os poderosos do mundo não quisessem calar as cabeças pensantes em favor de sua ambição pelo dinheiro, pelo lucro? 

Pergunta-se: por que enorme parcela da Humanidade embarcou neste egoísmo, nesta mesquinhez?  

Ficamos por aqui, desejando que um espetáculo tão doloroso como este seja lembrado pelo público, compartilhado pelos que querem um mundo melhor para viver.

A ficha técnica é das melhores: a composição do cenário de Marcos Flaksman reproduz o irremediável da destruição e das guerras.  O desenho da luz de Aurelio de Simoni enfatiza o poderoso simbolismo da ação. Figurinos do cotidiano de Wanderley Gomes.

Trilha sonora de Ary Coslov, e direção de movimento de Marcelo Aquino. Produção Executiva Bárbara Montes Claros.                    

A  PEÇA  É  UM  DESNUDAR-SE,  UM  SE  LIVRAR  DE  UM

MUNDO  QUE  NOS  SUFOCA!

Devemos prestigiar a este espetáculo!    


sexta-feira, 24 de junho de 2022

O C O R S A R I O

 

               I D A   V I C E N Z I A

            ( da Associação  Internacional de Críticos de Teatro  (AICT)

            (Especial)




   

         O  C O R S A R I O

  Foto Ballet “O Corsário” com a BEMO-TMRJFoto de capa do Programa do Ballet apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no mês de junho de 2022. Na foto, Alyson Trindade, “o homem-pássaro”, ensaiando.(Foto de Carol Lancelloti)

... Trata-se de um ballet inspirado em um poema de Lord Byron, O Corsário, de 1814. O poeta britânico foi, por excelência, o sonho dos românticos de todos os tempos. Suas aventuras no Oriente o representam; assim como seus poemas. Cremos que na passagem do século XIX para o século XX  não houve  música, ou  verso, mais apaixonante do que a música de Chopin e os versos de Lord Byron...

Mas quem está trazendo estas informações é uma romântica que nasceu no sec. XIX !!!  E é, para ela, muito importante, neste contexto atribulado do século XXI,  rever os românticos, com suas pantomimas francesas e sua técnica. É um alimento, uma renovação! Sim, O Corsário, reproduzido no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no mês de junho de 2022, é, para ela, o caminho da  retomada da dança, justamente no Theatro de nossos carinhos!  

Neste contexto, o balé, com música de Leo Delibes e Adolphe Adams, entre outros - e coreografia de Marius Petipa - está muito bem representado, com alguns acréscimos na coreografia, criados por  Helio Bejani e Jorge Texeira.

Não conseguimos perceber os acréscimos, exceto pela a presença da companheira amada do corsário, representada, salvo engano, por Medora  (Marcella Borges).  No original a esposa não se apresenta na luta do marido, mas aguarda seu retorno a casa, triunfante. Diz a lenda que o corsário não retorna jamais... Talvez a participação, forte, de sua esposa, seja um sinal dos tempos!

Mas quem pode dizer que a realidade não está ultrapassando o sonho? Afinal, e uma única vez, tivemos ocasião de assistir Mikhail Baryshnikov  no Brasil, evoluindo em uma fascinante interpretação de O Corsário...       

Mas, calma! O que vimos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, neste último dia 

19 de junho, em uma matine de domingo...  foi surpreendente, pois encenado pelos 

alunos da Escola de Dança Maria Olenewa, cujo retorno à historia do balé foi 

inspirado por Helio Bejani e Jorge Texeira, atuais coreógrafos e diretores da Cia 

BEMO do Theatro Municipal.

É interessante perceber, na criação de Jules Perrot e Marius Petipa, as  citações de balés da época, do Séc XIX, que faziam sucesso: como a dança dos quatro pequenos cisnes, de O Lago dos Cisnes, interpretados também pelas sapatilhas de ponta de Taglione neste O Corsário; ou a lembrança das pantomimas francesas, cuja inspiração é justamente Gisele, também de Adams, com suave e surpreendente presença na música de O Corsário.

Ficamos agora em dúvida se estas alterações não foram concebidas por Bejani e Texeira... Seja como for, o espetáculo é um belo retorno ao balé de repertório que abraça os mais diferentes tipos de bailarinos, em sua representação enquanto povo e dança. Explico: o balé de Maria Olenewa recebe os mais variados bailarinos, e este acolhimento reflete o cuidado e o amor com que seus diretores indicam o possível caminho do estrelato para estes novos, e multirraciais, amantes da dança... Para quem assistiu o retorno, alguns dias atrás, da Escola BMO com O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, foi uma grande ocasião para dar um mergulho na compreensão do que o ballet da Escola do Theatro Municipal realiza com seus alunos, possibilitando, mais uma vez, a beleza e a emoção do conjunto. Estão de parabéns, novamente, seus diretores Helio Bejani e Ana Paula Lessa. E, na Direção Artística, Jorge Texeira, que assina a coreografia com Helio Bejani, d’après Marius Petipa!

... e temos uma historia que se reveste de acontecimentos insuspeitados  -  abrindo mão do conjunto de bailarinos profissionais, como estamos acostumados, para colocar em cena bailarinos/alunos  que nos dão uma nova visão do futuro, e daqueles tempos de mouros, paxás, e sonhos alucinados!

Destacamos, no elenco, Alyson Trindade interpretando Conrad, o pirata que, em sua espetacular entrada em cena assemelha-se a um homem-pássaro, tal a leveza e permanência de seu salto, e de sua elevação! A plateia, entusiasmada, o aplaude.

Constatamos a preocupação dos diretores com a formação de plateia e, observando os amantes da dança que estiveram presentes no espaço do público: plateia lotada no último domingo! -  podemos dizer que os rapazes e moças, e admiradores de todas as idades, inclusive crianças - assistiam  a  O Corsário - e às elevações dos bailarinos - sem se desconcentrar.

No papel de Medora, a companheira do pirata, temos a bailarina Marcella  Borges; o bailarino José Ailton interpreta Ali, o escravo; e Alyson, o homem-pássaro, é o corsário.  Os Primeiros Bailarinos  convidados para a estreia de O Corsário, Filipe Moreira  (Conrad)  e  Cícero Gomes (Ali), e ainda Saulo Finelon, nosso conhecido de O Lago dos Cisnes interpretando o belo bruxo Rothbart (está   irreconhecível  no  papel do Paxá Seyd,  sinal de sua boa atuação como ator....). Os três (quatro, com Marcella Borges), não deixaram nada a dever aos Primeiros Bailarinos convidados para a estreia do espetáculo. Tais observações são especulações de quem assistiu somente no domingo. Imaginamos que a presença de Medora, Ali e Alyson,  citados para o domingo de encerramento do espetáculo, não deixaram nada a dever aos bailarinos na sua estreia, tal a emoção com que o público os recebeu!

Na Direção Geral do espetáculo temos Ana Paula Lessa e Helio Bejani, grande bailarino que, no início de sua carreira, iluminou os palcos do Theatro Municipal! Jorge Texeira assina a Direção Artística... e os alunos/bailarinos são os mesmos que se apresentaram no inesquecível O Lago dos Cisnes.

E, acrescentamos, para vosso conhecimento, que as figuras de destaque na história dos balés não são prejudicadas pela mudança dos personagens, muito pelo contrário! ...  Quando dizemos que Saulo Finelon interpretando Rothbart, o bruxo, era “o belo” bailarino, agora, em O Corsário, sua composição é a do velho Paxá,  momento em que  não se apresenta “o belo” - muito pelo contrario - apresenta-se “o velho”, andando sobre seus pés cansados! Irreconhecível. Boa interpretação.

Como  ensaiadora temos Deborah Ribeiro, e ainda Paulo Ornellas na Iluminação; Tania Agra nos figurinos e Visagismo, e cenografia de Manoel dos Santos e José Galdino. Na técnica são ao todo dez pessoas, entre aprendizes e profissionais. 

Não é sem certa melancolia que vemos, refletidas neste espetáculo, as lembranças dos primeiros balés românticos franceses que entraram nas nossas vidas, como Gisele, por exemplo, cujos primeiros acordes e passos da pantomima, presentes em O Corsário, nos levaram a recordá-la! Ah! As pantomimas dos primeiros balés românticos franceses!  

São, ao todo, 49 alunos da Cia BEMO – TMRJ enriquecendo o nosso material artístico. Estão de parabéns também a AMADANÇA que tanto tem acompanhado o movimento desta casa de espetáculos que sobrevive, orgulhosamente, através dos anos! 

CONSTANTE RETORNO, É O QUE LHES DESEJAMOS!

                    



segunda-feira, 13 de junho de 2022

JUDY o arco-iris é aqui . . .

 



    IDA VICENZIA

   (da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT)

    (Especial)

         JUDY   -  o arco-iris é aqui... Liliane Secco, Luciana Braga e Vitor Granete em cena.


     GET  HAPPY

     Forget yours troubles,

     come on,

     get happy.

     You better chase

     all your cares  away…

 

    Judy – o arco-iris é aqui... :  texto e direção de Flavio Marinho, interpretação de      Luciana Braga.

Depois de O Lago dos Cisnes, balé que voltou ao palco no Theatro Municipal do Rio de Janeiro comemorando a volta dos artistas da dança ao Theatro,  temos agora, no Teatro Vannucci,  Judy Garland, na interpretação de Luciana Braga, comemorando a volta dos anos de ouro do teatro musical ...

Luciana, em um solo memorável.

Parodiando Alberto Manguel em ‘Uma História da Leitura’, quando esse autor de sucesso diz ser “a leitura a apoteose do escritor”, constatamos que “a plateia é a apoteose do artista!”

Complementando essa observação, dizemos da importância do autor/diretor e coordenador do Projeto, Flavio Marinho, um gentleman moderno, por temperamento. Ocorreu-lhe, há alguns anos, colocar a vida de Judy Garland nos palcos e ele fez do texto um jogo, no qual coloca face a face, a vida das duas atrizes, Judy Garland  e  Luciana Braga, realçando, ao mesmo tempo, a sua (do autor) criatividade!  O texto funciona com uma dramaticidade intensa, digna da atribulada vida de Judy, e trafega na semelhança da vida das duas atrizes que, segundo declaração de Luciana, “é a vida de toda atriz”. Compreendemos que Luciana Braga se refere à vida, cheia de altos e baixos, de todo artista, eles ou elas. 

Luciana Braga, uma surpresa, realiza  trabalho  irrepreensível e repleto de nuances, ao abordar a vida das duas personalidades que se encontram no palco.  

O espetáculo tem início com Luciana cantando o belíssimo Over the Rainbow, de 

maneira suave, que vai tomando conta do público,  acompanhada pelos pianos de 

Liliane Secco e Vitor Granete, - e aí começa

'A   APOTEOSE  DO  ATOR !!!'   . . .

que é a entrega da plateia.

Em um cenário aberto (de Ronald Teixeira, que também assina os figurinos), onde se localizam dois pianos de cauda e várias malas de viagem, nas quais dizia Judy viver, temos um painel iluminado (luz de Paulo César Medeiros), como pano de fundo, onde brilham estrelas... E os holofotes. Ah...! Os holofotes, a verdadeira vida de Judy Garland.    

Compreende-se   observação de Judy. E ela vivia sob holofotes, e recuperava o 

fôlego da exaustão causada por Hollywood, inventando algum show, alguma 

estreia de suas músicas, sob os holofotes!  Sucesso certo. Sempre temos alguma 

coisa a nos trazer à vida! Alguns artistas têm o palco, outros a crítica teatral... para 

viver outros talentos.

And  so  it  goes ...

Diz a Produção que o espetáculo não teve patrocínio oficial, porém  patrocinadores muito especiais, os amigos... como La Fiorentina; o Núcleo de Teatro Musical de Maria Lucia Priolli; o Solar de Botafogo, e a tão necessária Lavanderia Flor de Copacabana, entre outros, tantos outros, uma dúzia deles! ... realizando o que se tornaria um grande espetáculo, onde o teatro mostra a sua força.

E, na ficha técnica são 21 pessoas, 21 artistas. Impossível cita-los a todos... Já citamos alguns, e temos Tania Nardini, na Direção de Movimentos; Marcos Vinicius de Moraes, na Produção Executiva e Direção de Cena (desconfio que é ele quem faz o contrarregra em destaque) ... e muitos outros.

O espetáculo estreou no dia 10 de junho de 2002, marcando a data do centenário de nascimento de Judy Garland.

 Com: Assessoria de Imprensa:  JSPontes/ Stella Stepnany  

  É  BOM  VER  BOM  TEATRO! 

 







sábado, 28 de maio de 2022

O LAGO DOS CISNES

 



           O LAGO DOS CISNES

 

IDA  VICENZIA

(da Associação Internacional de Críticos de Teatro – AICT)

(Especial)

 

         Sinto-me em casa. 

 

Os Cisnes e seu Lago                                                (Foto de Daniel A. Rodrigues)   
 

Sempre acontece quando vou ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Especialmente em se 

     tratando da apresentação de O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, o meu compositor predileto, o 

primeiro deles. Sempre digo que nasci no século XIX... talvez seja verdade. Quem o sabe?

Mas vamos ao Lago!

  A noite do dia 25 de maio foi inesquecível. Em cena Márcia Jaqueline, no papel de Odette/Odile; Cícero Gomes, o príncipe Siegfried; Rainha Mãe – Priscila Albuquerque; Rothbart, o bruxo – Saulo Finelon; o Bobo, Luiz  Paulo... e tantos outros!

Não foi uma noite de estreia, mas foi uma noite privilegiada. A preparação técnica e o envolvimento emocional dos principais bailarinos é algo a destacar, assim como é a comovente preparação e atuação dos bailarinos da Escola de Dança Maria Olenewa.

Uma noite perfeita.

Desde sua criação, no século XIX, para ser mais precisa, desde sua estreia no século XIX - (registramos aqui sua verdadeira estreia de sucesso, no final do século XIX – 1895), o Lago tornou-se o mais belo e completo poema de amor dançado, com requintes de uma obra-prima.

O Lago dos Cisnes é um dos balés mais amados, tanto pelo público, como pelos bailarinos que lhe dão vida. No dia 25 de maio, um dia antes de seu encerramento como estreia da temporada do balé clássico no Theatro Municipal, a plateia estava lotada de um participante público... e o que se apresentava aos amantes do balé era um espetáculo completo: uma união palco e plateia! Não se pode avaliar o comportamento de uma plateia como se estivesse em uma torcida de futebol, mas era tal a azafama que os mais discretos da plateia ficaram surpreendidos. Nosso público estava necessitado, mesmo, de um retorno à tão Brilhante Arte! Nunca tínhamos visto tal agitação em um teatro considerado ( e é...) a catedral do saber erudito!

          Mas vamos lá!

Ainda causando surpresa e encantamento a adaptação realizada pelo de Maitre de Ballet Jorge Teixeira, dando um tom mais  otimista, leve, eliminando a tragédia final e acenando para um futuro repleto de amor para o jovem casal apaixonado: Odette, que se transforma em uma bela moça, e o Príncipe Siegfried, que não teve que lutar com o monstro que aprisionava as moças, quem sabe proporcionando, no futuro, a salvação de todas elas? O que fica é a reação de um confuso e abalado bruxo Rothbart, aflito por ter perdido de vista sua prisioneira, confundindo-a com as outras moças sob seu domínio, e desistindo do combate com o Príncipe, retirando-se de cena. O bruxo Rothbart é interpretado pelo belo bailarino Saulo Finelon.

... E acontece o possível final feliz para o casal apaixonado. Na noite em que nos foi dado assistir, o Príncipe Siegfried foi interpretado por Cícero Gomes, que, com sua Odette, fazia um casal moderno (não propositadamente, mas aos olhos de quem os via), como o homem e a mulher em igualdade de condições, parecendo o Príncipe um comovente menino, em companhia de sua amada.                     

O que também comove neste espetáculo é a perfeição e o empenho dos alunos da EDTM – Maria Olenewa, com sua participação impecável. Havia algumas transformações na coreografia dos cisnes, que concretizavam, em seus gestos, uma organização incontestável: um Lago repleto de Cisnes, mobilizados e participantes da historia... e  não a costumeira  aceitação de seu status quo!  Via-se, na sutil formação dos cisnes, a formação de um Lago, um desenho evidente e mais vivo, energizando a coreografia habitual, sendo o desenho dos Cisnes incontestável, surgido de seus braços delgados com a estrutura física de um cisne: esses braços alongados lembravam as características fundamentais de sua diferença de outros seres da água, e seus  pescoços alongados (talvez só os flamingos possam com eles concorrer...), e a  Mise-en-Scène e Concepção do Espetáculo do Mestre Hélio Bejani, diretor da ETM.  

Mas, se  a coreografia dos  cisnes  lembra o formato de um lago, sua dança também surpreende pela sua mobilidade.  Outra adaptação surpreendente é a interpretação do Bobo (Luiz Paulo), festejado pelos participantes, desde a Rainha até os visitantes ilustres (como Rothbarth e Odile...) e pelos companheiros de cena. O elenco prestava atenção e dava carinhos ao Bobo. Não há recordação de, em outros Lagos, ter visto tal destaque dado ao Bobo. Aliás, este personagem, na interpretação de Luiz Paulo,  mereceu aplausos em cena aberta.

Um destaque para o elenco: a sua preparação como intérpretes e como bailarinos bem ensaiados. Desde as danças regionais russas ou espanholas, e outras, até a interpretação das noivas e dos cisnes. O elenco de Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro está de parabéns! Não esquecendo a bela Rainha, interpretada com discrição e altivez por Priscila Albuquerque.       

Agora um espaço para a Iluminação! Na cena da sedução de Odile, o Cisne Negro, e o arrebatamento do Príncipe em seu favor - até os mínimos detalhes de chiaroscuro, a iluminação foi uma perfeição. Detenho-me na sustentação da orquestra e da luz (transformando-se em um lilás profundo) quando da aparição de Odette sofrendo a sua desilusão, em um plano de luz fictício, contracenando com o staccato da orquestra. A regência de Tobias Volkmann e seus músicos da Orquestra Sinfônica do TM/RJ, e a luz fulgurante de Paulo Ornellas, complementados pelo cenário do próprio acervo do BTM - fazem a cena inesquecível.   

         Parabéns ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro!           

domingo, 8 de maio de 2022

A Vontade como Princípio da Ação

CRITICA DE TEATRO

IDA  VICENZIA

( DA  ASSOCIAÇÃO  INTERNACIONAL DE CRÍTICOS DE TEATRO - AICT)

 (ESPECIAL)


                 Lançamento do livro sobre os anos 90.  O  Teatro Gláucio  Gill, o seu movimento.

                 O livro traz uma apurada pesquisa sobre os anos de criatividade e alegria que só 

         um movimento integrado, como o do Centro de Demolição, um movimento com                   

        alma,  pode ter.   

        Gloriosos anos 90!

        Na verdade, a Historia do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, um 

         sonho do diretor Aderbal Freire Filho, começou um anos antes -  em  1989 - 

         quando o diretor  procurou realizar seu sonho. 

          Apenas cinco anos de duração foi o périplo de tão brilhante trabalho! 

          Porém foram cinco anos gloriosos!

          Vamos ao que nos surpreendeu na noite de autógrafos do livro sobre o Centro... 

           e  ainda  surpreende: o amor que este movimento criou entre os artistas! 

           No dia do lançamento do livro - 7 de maio de 2020 - estava presente grande 

           parte  dos componentes do grupo. E foi neste momento, nos jardins do Palácio 

           do  Catete,  onde foi encenado um de grandes sucessos do Grupo,   'O Tiro que 

           mudou a Historia',  sobre o percurso de Getulio Vargas até seu gesto final - o tiro no 

           Palácio do Catete.                   


         Neste local, os atores do Grupo recordaram o passado - e, com grande harmonia  

         e um  histrionismo invejável - nos ofereceram músicas e textos de alguns momentos 

         inesquecíveis dos espetáculos criados pelo diretor Aderbal Freire-Filho.

         As músicas foram compostas pelo grupo, ou pelo diretor, ou ainda, 

         adaptadas de outras músicas, como foi o caso de parceria Marcia Duvalle e Claudio 

         Mendes. 

         No dia do lançamento, algumas delas foram lembradas.  

         Momento lindo!

         Encontrada no livro, uma delas remete à composição de Caetano Veloso, 'Oração do 

         Tempo', relembrada por Márcia Duvalle e Claudio Mendes. 

         Se você quiser conhecê-las - e não só as músicas, mas a nossa Historia - leia o livro!

         Eis um trecho da parceria Claudio e Márcia: 

                        

                                                                                         És um grupo tão bonito 

                                                                                         Desigual mas muito unido

                                                                                         Centro, Centro, Centro, Centro


                                                                                         Por seres tão criativo

                                                                                         Trabalhador muito ativo

                                                                                         Centro, Centro, Centro, Centro

                                                                                         Precisas estar sempre vivo  

                                                                                         Centro, Centro, Centro, Centro

      

                                                                                         Acordo de objetivos

                                                                                         União de nossos destinos

                                                                                         Centro, Centro, Centro, Centro

                                                                                         Quero caminhar contigo

                                                                                         Centro, Centro, Centro, Centro 

         

       Escolhemos esta música porque é a união da música popular brasileira com a 

       poesia: o trabalho de Aderbal.

       As músicas, várias delas originais, eram cantadas sob a batuta de  Nico 

       Nicolaiewsky, Tato Taborda, e as letras de Aderbal Freire Filho, e outros. 

       COMENTÁRIO FINAL:  Pena que essa caminhada tão linda tenha sido cortada 

       pelos substitutos de Aspásia Camargo, na Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro!

                 NÃO  DEIXEM  DE  LER  ESTE  LIVRO  DE  ANTONIO  CARLOS  

                                                     BERNARDES                  

        São informações muito ricas sobre o teatro dos anos 90 ...  e suas EXCESSÕES !!!! 

        ... uma delas relatada neste belo e completo livro sobre o que foi o Movimento do 

                     

                 CENTRO DE DEMOLIÇÃO E CONSTRUÇÃO DO ESPETÁCULO                         

        Aconselhamos a leitura deste livro. Conhecer com detalhes a nossa sofrida

                       Historia Cultural é o primeiro passo para compreende-la!

                ENTRETANTO, HÁ MUITA BELEZA NESTE SOFRIMENTO  

                                               E MUITA LUTA!    

                          

                   


             



domingo, 17 de abril de 2022

TAL VEZ

 


I D A    V I C E N Z I A 
(da  Associação  Internacional de Críticos de Teatro - AICT)
(Especial)



TAL   VEZ
 

Cia  de  Ballet  DALAL  ACHCAR

Coreografia  ALEX  NEORAL

Amor? Paixão?

Sim, o tema da abertura já nos põe em contato com a nossa essência:

 “Si tu vois ma mére”

Esta criança vai aparecer de desaparecer, durante o espetáculo, colocando em questão a nossa dor do Amor. “Tal  Vez”...  um espetáculo dedicado ao Amor à Dança e ao Ser Humano – Apaixonado! 

(Seleção e roteiro do coreógrafo Alex Neoral). 

Doce lembrança de nossa sofrida America, nas belas canções espanholas e portuguesas... “De quem eu gosto/ Nem às paredes confesso”... “Quizas, Quizas , Quizas”... e tantas outras!

 (Mas o espetáculo, e Neoral, souberam selecionar as belas criações de nossos 

irmãos do Norte, dando-lhes também um gosto teatral...) :

“When a fall in Love”, “The man I Love”  … e grandes  Manifestações do Amor ... 

chegando a  “El desierto” ... e encerrando com  o apogeu do Amor,  o belíssimo  

“Wild is the Wind”! (com Trislane Maritins e João Luis da Matta).

Percebemos, neste espetáculo, as Delicadezas do Amor, suas Alegrias e Tristezas ...

“Tal  Vez” mostra a chegada de algo que prevemos e sentimos, mas que não 

podemos localizar! São lembranças do passado, unidas a um nebuloso Aqui e 

Agora.

Belo espetáculo de Dança Contemporânea! Vamos a ele:

As nuances das cores que se apresentam em cena, o claro/escuro, a respiração dos 18 bailarinos; o conjunto das cenas vão marcando um hiato entre os acontecimentos, e um desenvolvimento regido pela pulsão clássica! Mistura de linguagens, cores, sons e transparências... Iluminações! ... e a imagem etérea projetada por luzes cenográficas que compõem, com  panos em que o tom rosa impera, são os acortinados de cena, um mix de sonho e fantasia, de efeito singular...

As colocações e o desenvolvimento em cena dos bailarinos envolvidos alcançam a perfeição. A equipe técnica, que tem início com o coreógrafo Alex Neoral, abraça Dalal Achcar, como a mentora da obra e Paulo Cesar Medeiros como o executor da imagem cênica. Sua luz dançante atinge um domínio da cena que comunga com a caixa cênica de Natalia Lana e os figurinos de João Pimenta. Estes figurinos são versões fluidas de movimentos que funcionam como móbiles, dando total fluência na cena. Tal interação pode ser conferida pela plateia ao tomar conhecimento da  mão sempre forte e lúcida do coreógrafo Alex Neoral. O coreógrafo é  conhecido  pelo seu talento, desde o primeiro “Vértice” (2000), da Focus Companhia de Dança, por ele idealizada, Neoral desenvolve uma trajetória que combina  traços clássicos com dança contemporânea.

TAL  VEZ  é aberto pela Companhia  (todo o elenco do espetáculo presente em cena), com imagens poderosas de figurinos dominantes – prometendo o desenvolvimento marcante da cena. Tal expectativa não nos foi frustrada. Na Cena 2 temos a prometida “Quizas...” e seus amores atormentados.  Destaque para Maria Osório, refletida no fundo cênico.

Cena 3 – “When I fall in Love” – com João Luis da Matta e Thais Cabral em destaque. Cena 4 – “The Man I Love” – todo o elenco  (trilha sonora cantada pelos artistas que as tornaram conhecidas, roteiro de Neoral). E as Cenas vão se sucedendo. Impossível citá-las todas. São 16 cenas, com essa História de Amor,  narrada pelas músicas e atuação dos bailarinos.

Interessante detalhe: as músicas latino-americanas vão se intercalando com as notáveis (as mais conhecidas) das músicas norte-americanas. 

Em matéria de Arte, o  mundo é livre!

As demais cenas, não analisadas aqui, são irretocáveis, e cobrem o espectador de emoções fortes. Trata-se de um espetáculo marcante, em que o teatro surge em sua formula imorredoura!

Trata-se de um espetáculo de "Teatro-Dança". As imagens falam por si. Ótima atuação dos bailarinos e da equipe técnica! 

A CIA DE BALLET de DALAL ACHCAR ESTÁ DE PARABÉNS!

ELES ESTARÃO EM CENA HOJE – DOMINGO – DIA 17 DE ABRIL DE 2022.

 NÃO PERCAM!

 

     

sexta-feira, 15 de abril de 2022

I N T I M I D AD E I N D E C E N T E

 I D A   V I C E N Z I A

(da Associação Internacional de Críticos de Teatro -  AICT)

 

I N T I M I D A D E   I N D E C E N T E


Eliane Giardini substituiu Vera Holtz ainda em Portugal. 

(2021/2022  estreia Brasil – Teatro dos 4 – Rio de Janeiro). 

Foto Divulgação, com Marcos Caruso, seu companheiro de elenco.


                     Marcos Caruso e Vera Holtz encenação de Intimidade Indecente em Portugal.

Direção Guilherme Leme Garcia.



 2001 – Theatro  RENAISSANCE – São Paulo :

 Marcos Caruso, Irene Ravache e a autora Leilah  Assumpção. 

(Crédito João Caladas)


Historia de Amor?

Não sabemos se é uma comedia romântica ou uma Historia de Amor: o fato é que é “Uma Historia de Vida”!

No dia em que assistimos ao espetáculo algo incrível aconteceu, e a historia de vida tornou-se tão real, que já não sabíamos se a cena que estávamos presenciando (nós, da plateia), era um recurso do diretor, ou uma visão de vida... real. Palpitante!

O fato é que a saída daquele espectador - um senhor de idade avançada -  tropeçando nas escadas, quase caindo no colo do público! ... era real !!!

...  ou uma encenação da direção?

Viver a Realidade é quase insuportável? O fato é que o teatro nos pega pela emoção, e já não sabemos o que é encenação! “Intimidade Indecente” nos dá essa sensação de irrealidade real !!!

    Estamos nas mãos de Marcos Caruso e Eliane Giardini que, dessa vez, e aos poucos, vão se tornando grandes ... enormes... de emoção e talento, vivendo seus personagens Mariano e Roberta!  É “A Vida como Ela É”, sem Nelson Rodrigues, que vai se delineando em nossa frente! Tudo arquitetado por Leilah Assumpção e regido por Guilherme Leme Garcia! Leilah Assumpção, a nossa deusa dos anos 70, continua de pé, e muito viva. De sua cabeça saiu essa amostra dos terríveis anos que vivemos, enquanto a morte não chega. Dramático, selvagem, e fabricado para grandes atores!

    Dos 60 anos ...  até  aos 100 –  é  o  diabo  que  rege! ... (na peça vai

até  aos  90  anos,   depois é o apoteótico final).      

NÃO  PERCAM!

Neste espetáculo, Técnica perfeita, nas mãos de profissionais que sabem:

Direção de Guilherme Leme Garcia.

Cenografia bem ao estilo de Aurora dos Campos, alguém que dá  uma visão doméstica ao mais alucinado dos textos! Luz de Tomas Ribas; Direção Musical Aline Meyer.

Assessoria de Imprensa: João Pontes e Stella Stephany    

É BOM VER BOM TEATRO!